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 »Obesidade em cães e gatos
 Em: 27/janeiro/2009  Visitas: 4.736   
(4 votos, média: 3.5 de 5)
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David e Derek Benton, dois irmãos ingleses de 62 e 53 anos, foram condenados a três anos de prisão, com pena suspensa, por permitirem que o cão que possuíam ficasse “excessiva e grosseiramente” gordo. Rusty, um Retriever do Labrador de cor chocolate, pesava 73 kg e não conseguia dar mais de cinco a seis passos sem parar para respirar, segundo o porta-voz da RSPCA, uma associação de defesa dos direitos dos animais que se ocupou do caso.

O caso passou-se em Janeiro de 2007 em Inglaterra, mas em Portugal, o ditado “gordura é formosura” está ainda por vezes demasiado enraizado ao ponto de os donos ainda não terem consciência dos malefícios do excesso de peso nos animais.

http://www.flickr.com/photos/mediahound
Com a população do mundo ocidental cada vez mais gorda, também os animais começam a ficar com o excesso de peso, seja porque os donos estão menos activos e o exercício com o cão é menor, seja porque partilham com os animais os lanches hiper-calóricos fora de horas.

Quanta gordura é formosura?

Se tiver um cão de raça, pode facilmente ter acesso à altura e peso ideal do animal e ter assim linhas que o podem ajudar a perceber se o cão está gordo ou formoso. Rusty deveria ter entre 54 e 57 kg, mas os donos deixaram que em apenas dois anos, o Labrador aumentasse 13 kg.

A forma física de todos os cães pode ser apreciada colocando a mão na zona das costelas. Estas não devem ser visíveis, ou seriam sinal de magreza, mas devem poder ser sentidas se esfregar levemente a ponta dos dedos.

Para uma avaliação mais precisa, deve consultar o veterinário que pesa, mede, observa e faz a apalpação de algumas zonas para verificar se o animal tem gordura a mais e se está convenientemente tonificado.

Algumas raças de cães raramente ganham peso a mais, como por exemplo, os cães nórdicos, há no entanto outras que parecem ser verdadeiras máquinas de triturar comida. Para piorar a situação, algumas dessas raças são propensas ao desenvolvimento de displasia, que são agravadas com o excesso de peso.

Algumas raças de cães com tendência a engordar:

  • Basset Hound
  • Beagle
  • Bichon Frisé
  • Cairn Terrier e outros terriers de porte pequeno
  • Caniche Toy
  • Cocker Spaniel Inglês e Americano
  • Dachshund
  • Dálmata
  • Dogue Alemão
  • Springer Spaniel Inglês e Galês
  • Golden Retriever
  • Labrador Retriever
  • Mastiff
  • Pug
  • S. Bernardo
  • Schnauzer Miniatura
  • Shih Tzu
  • Weimaraner

Riscos de saúde

A quantidade de cães e gatos obesos que se vê nas ruas parece indicar que há ainda muitos donos que não conhecem os riscos a que o cão/gato está sujeito ao tornar-se obeso.

A obesidade contribui para:

Risco aumentado em cirurgias – Necessidade de uma maior dose de anestesia e menor visibilidade dos órgãos envolvidos em massa gorda;

Maior pressão sobre o coração, pulmões, rim e articulações – Quase todos os órgãos do cão têm de aumentar o seu ritmo de atividade para manter o maior volume de massa do animal.

Agravamento de doenças articulares, como a artrite – O aumento de peso faz com que o cão tenha de forçar mais as articulações para se poder movimentar. A artrite, que provoca dores intensas, pode-se desenvolver devido ao aumento da pressão sobre joelhos, anca e cotovelos. Esta condição é ainda mais preocupante nas raças de porte grande que são já predispostas a desenvolver displasias.

Desenvolvimento de problemas respiratórios em tempo quente e durante exercício – Num cão obeso os pulmões têm menos espaço para se encherem de ar e têm em contrapartida de aumentar a sua capacidade de captação de oxigénio para fornecer ar ao maior número de células no corpo.

Desenvolvimento de diabetes – Doença sem cura que pode obrigar a injecções diárias e pode levar à cegueira. A incapacidade de produção de insulina para processar os níveis aumentados de açúcar está por detrás do desenvolvimento de diabetes.

Aumento da pressão sanguínea que pode originar problemas cardíacos – O coração é um órgão bastante afectado pela obesidade. O coração tem de aumentar a sua capacidade de distribuição de sangue a muitos mais sítios que se foram criando com a acumulação de massa. Como o sangue tem de percorrer um caminhos mais longos, a força ou pressão com que é bombeado tem de aumentar.

Aumento da probabilidade de desenvolver tumores – Estudos recentes associam o desenvolvimento de cancro, sobretudo mamário ou no sistema urinário, com a obesidade.
Perda de eficácia do sistema imunulógico – As doenças virais parecem afectar de forma mais agressiva os cães com excesso de peso.

Problemas gastrointestinais – Diarreia e o aumento da flatulência ocorrem mais frequentemente em cães obesos, situação que não é agradável nem para o cão e nem para o dono.

Em suma, um animal obeso perde assim qualidade de vida. As doenças associadas à obesidade encurtam a vida do cão e são geralmente de tratamento dispendioso.

Situações a que deve estar atento:

Esterilização – Os animais castrados ou esterilizados podem aumentar de peso. Isto advêm da diminuição da actividade. O exercício deve ser estimulado e a ração ajustada, caso o cão/gato comece a engordar.

Velhice – Os cães e gatos diminuem a sua atividade quando entram na terceira idade, tal como as pessoas. Deve estar atento a flutuações no peso e falar com o veterinário caso note aumento ou mesmo perda de massa.

Atividade limitada -  Os cães e gatos que tenham problemas articulares e tenham por isso uma atividade reduzida devem ser vigiados de perto pelo veterinário, para que este faça os ajustes necessários à ração e aconselhe sobre o tipo e quantidade de exercício que o animal deve fazer.

Gravidez – Não confunda aumento de peso com gravidez. Caso não saiba o porquê do aumento súbito de peso numa cadela leva-a ao veterinário. Não estipule dietas sem o acompanhamento médico.

Tratamento

Os cães e gatos obesos devem ser vigiados por veterinários. As flutuações de peso podem ser perigosas e os animais devem ter um plano adaptado ao seu caso específico, para que possam emagrecer de forma saudável. Contudo, em quase todos os casos, o tratamento passa por dieta e exercício.

Dieta

Os animais obesos devem a par de outras medidas fazer uma dieta com baixo teor calórico.

Existem rações específicas de dieta para cães que só devem ser utilizadas se forem aconselhadas pelo veterinário. Isto porque a composição destas rações é diferente das rações ditas normais e podem levar a deficiências nutricionais se os cão não necessitarem deste tipo de dieta. Contudo, os cães que não estão apenas com excesso de peso, mas encontram-se já no quadro clínico da obesidade, costumam geralmente ter de alterar a ração que consomem.

Em casos menos graves, os veterinários podem aconselhar diminuir a quantidade de ração dada ao cão. Geralmente a quantidade indicada na embalagem é um pouco acima das necessidades reais dos animais, isto aplica-se sobretudo a cães pouco activos que não desgastam aquilo que consomem.

Em todos os casos, as guloseimas fora de horas devem terminar. Por muito que custe resistir ao pedinchão, pense que está a contribuir para que o cão se torne mais saudável e feliz a longo prazo. Sofrer de artrite, por exemplo, é bastante penoso para os animais.

Exercício

Os animais obesos são menos activos do que animais com o peso ideal. O peso a mais faz com que tenham dificuldade a respirar quando se movem e o exercício começa a ser demasiado penosos para os pulmões e coração do cão.

Os passeios são a melhor forma de exercício que um cão obeso pode ter. Não esforce o cão demasiado nem insista na corrida. Se o passeio for demasiado curto, volte a sair com ele mais tarde. Aproveite o fim e o início do dia para passear, uma vez que as temperaturas altas tornam o exercício penoso para o cão.

As brincadeiras são também uma óptima forma de exercitar o cão. Buscar o pau costuma ser bastante popular entre a maior parte das raças de cães, não sendo demasiado cansativo para o dono.

Treino

Os cães pedinchões devem ser re-educados para não pedirem comida. Muitas vezes este comportamento não está relacionado com fome mas sim com atenção. Os animais querem atenção e sabem que ao pedir comida quando o dono está a comer, conseguem aquilo que querem.

http://www.flickr.com/photos/catandgirl
Por isso, sempre que o cão pedir comida, brinque com ele. Se não resultar ofereça-lhe fruta ou vegetais. Em último caso, ignore-o quando pede comida. Não o deixe também assistir às refeições se sabe que vai ceder.

Com exercício e uma alimentação saudável, os animais obesos costumam recuperar a forma e aumentar assim a qualidade de vida. Rusty foi tirado aos donos quando tinha 73 kg e na altura da leitura da sentença o cão foi-lhes devolvido com menos 22 kg. O tratamento foi feito pela RSPCA, que já tinha aconselhado os donos a levarem o cão ao veterinário. Como defesa, os irmãos afirmaram que Rusty tinha artrite e que não era facilmente exercitado, mas que continuava a ser um cão feliz. O tratamento levado a cabo pela RSPCA custou 3000 libras, cerca de 3700 euros, o que segundo a advogada de defesa dos donos, não está ao alcance de todos os donos de animais.

Sentenças à parte, serve este caso para exemplificar a seriedade do excesso de peso, os custos monetários que implica e as consequências físicas que daí podem advir tanto para donos como animal.

Por ARCAdeNOÉ

 »Como evitar as 8 emergências mais comuns em cães e gatos
 Em: 27/janeiro/2009  Visitas: 2.848   
(7 votos, média: 4.29 de 5)
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http://www.flickr.com/photos/gregorio
No que respeita à saúde e bem estar do seu animal de companhia, a prevenção é a melhor opção. As sugestões que se seguem são orientações para manter o seu animal longe de perigo. Acidentes podem acontecer de qualquer modo, mas se vigiar atentamente o seu animal e praticar hábitos saudáveis, pode minimizar as emergências médicas. Se praticar os primeiros socorros, deve de seguida consultar o seu veterinário. É prudente ter sempre à mão o nº de telefone do seu veterinário e de um hospital com urgências durante 24 horas.
1. Atropelamento
Se tem um gato, não o deixe andar na rua. Nunca deixe o seu cão passear sem guia perto da estrada.

2. Ingestão de objetos estranhos
Não deixe o seu cão ou gato brincar com fios, ou brinquedos suficientemente pequenos para serem engolidos.

3. Golpe de calor
Nunca deixe o seu animal dentro do carro ao sol. Não deixe que ele aqueça demasiado num dia de calor e proporcione livre acesso a um local com sombra e água.

4. Envenenamento
Armazene com cuidado todos os compostos que possam ser toxicos (exemplo: anticongelante, inseticidas, desinfetantes). Não tenha em casa plantas que sejam venenosas para os gatos. Não deixe o seu cão ou gato andar por quintais ou campos que tenham sido recentemente tratados com inseticidas ou outros produtos químicos, nem beber água ou qualquer outro produto de origem desconhecida.

5. Feridas
Ao contrário da opinião comum, andar na rua é perigoso para os gatos. Manter o seu gato dentro de casa minimiza o risco de feridas e abcessos. Vigie enquanto enquanto o seu cão brinca e passeia e evite o contato com vidros ou outros materiais aguçados bem como com outros animais agressivos.

6. Queimaduras
Não deixe o seu animal só no mesmo compartimento com velas ou outras chamas. Use uma protecção na lareira. Cuidado com os fios eléctricos. Não deixe o ferro de engomar quente em local acessível.

7. Quedas
Apesar de ser natural nos gatos saltar, alguns caem de locais altos e perigosos. Gatos que vivem em apartamentos caem facilmente de janelas ou varandas. Tenha o cuidado de manter as janelas fechadas e vedar o acesso a varandas.

8. Afogamento
Use uma tela na piscina. Para os gatos mantenha todos os recipientes com água tapados, como por exemplo as sanitas. Vigie os cães junto aos lagos, rios etc.

Por ARCAdeNOÉ

 »Raças e Cores do Porquinho-da-Índia
 Em: 27/janeiro/2009  Visitas: 26.470   
(47 votos, média: 4.55 de 5)
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Pêlo longo

As raças de pêlo longo não são recomendadas para donos inexperientes, uma vez que exigem muito tempo e dedicação na manutenção e higiene do pêlo. Por vezes, devido ao descuro dos donos ou simplesmente porque estes pretendem uma manutenção mais fácil, o pêlo dos porquinhos-da-índia é aparado. Frequentemente o pêlo é atado por secções para que não se suje nem fique enriçado.

Peruano – O pêlo liso e comprido cai simetricamente para os lados do corpo do porquinho, fazendo um longo risco ao meio do dorso. O pêlo cresce para a frente dos olhos e pode chegar aos 30 cm. Existe também a variedade Acetinado, em que pêlo, mantendo todas as características descritas acima, é mais sedoso e brilhante.
Silkie or Sheltie – Originalmente apelidados de Angora, os Shelties são muito similares aos Peruanos, também com pêlo longo, mas em vez que terem uma franja sobre os olhos, o pêlo cresce na direcção contrária, sobre o dorso. Com o mesmo tipo de pêlo, mas numa versão mais brilhante existe a variedade Acetinado.

Coronet – Este Porquinho-da-índia têm o pêlo longo e liso, mas apresenta um remoinho de pêlos, ou roseta, no topo da cabeça. Não tem qualquer outra roseta no corpo.

Texel – Não apenas com cabelo comprido, mas também com ele ondulado, estes porquinhos são os de mais difícil manutenção. O corpo é curto mas a cabeça é larga.

Merino – Esta raça tem o pêlo longo e encaracolado e apresenta uma roseta na cabeça.

Alpaca – Tal como o Texel, mas com o pêlo a crescer para a frente dos olhos, formando uma franja.

Pêlo Curto

http://www.flickr.com/photos/davidmasters
Mais fáceis de manter, o pêlo destas variedades não deve exceder os 3 cm.

Inglês – Estes porquinhos-da-índia têm o pêlo curto e liso e podem ser de qualquer cor. Existe também a variedade Acetinada.

Abissínio – De ar despenteado, o Abissínio apresenta um pêlo áspero com remoinhos de pêlo, ou rosetas. O pêlo pode ser um pouco mais longo do que o normal num porquinho-da-índia de pêlo curto. As rosetas devem ser simétricas e bem definidas. O porquinho deverá ter pelo menos oito rosetas para fins de exposição, sendo dez o número desejável. Pode ter muitas cores ou apenas uma sólida. O Abissínio Acetinado é a variedade com pêlo brilhante.

Coroado – Semelhante ao Inglês, o coroado distingue-se deste por causa da roseta que apresenta na cabeça. Existem duas variedades:

  • Coroado Americano, (White Crested) onde o branco está restringido apenas à roseta, sendo o resto do corpo numa outra cor;
  • Coroado Inglês, em que a roseta é da mesma cor do pêlo do resto do corpo. Um Porquinho-da-índia com a coroa e pêlo branco denomina-se na mesma de Coroado Inglês.

Teddy – Apresenta o pêlo curto e cerdoso, dando ao porquinho-da-índia um ar despenteado. Existe também a versão Acetinada deste tipo.

Rex – Idêntico ao Teddy, mas geneticamente diferente.

Sem pêlo

Originalmente criados para fins laboratoriais, estes tipos tendem a ter sistemas imunitários mais frágeis e a sua introdução no mercado tem gerado alguma controvérsia. Os tipos sem pêlo são mais sensíveis às mudanças de temperatura e tendem a comer mais para manter a temperatura corporal.

Baldwin – Estes Porquinhos-da-índia não apresentam qualquer tipo de pêlo, apesar de nascerem com alguma pelagem, perdem-na antes de atingiram a idade adulta.

Skinny – Praticamente sem pêlo, estes Porquinhos-da-índia podem apresentar algumas regiões peludas, tais como as patas, o nariz, a cabeça ou mesmo as costas.

Cores

Unicolores – Pelagem constituída por uma cor sólida. Cores possíveis:

  • Açafrão
  • Bege
  • Branco (olhos vermelhos ou pretos)
  • Buff (Creme escuro)
  • Chocolate
  • Creme
  • Dourado (olhos vermelhos ou pretos)
  • Laranja
  • Lilás
  • Preto
  • Slate (Azul/Cinzento)
  • Vermelho

Padrões

Tartaruga – Pêlo liso com um padrão rectangular preto e vermelho. Estes blocos devem ter o mesmo tamanho. A linha divisória entre os blocos deve ser o meio das costas e da barriga. Existe ainda o padrão Tartaruga e Branco, que para além do preto e vermelho apresenta também blocos de cor branca.

Brindle – Esta pelagem é composta por duas cores, uma mais clara e outra mais escura espalhadas por todo o corpo.

Himalaia – Praticamente todo branco, o Himalaia tem contudo algumas zonas mais escuras, geralmente chocolate ou pretas, tais como os pés, as orelhas e o nariz. Os olhos são vermelhos.

Dálmata – O nome diz tudo. Este Porquinho-da-índia tem uma pelagem branca com pintas de cor escura por todo o corpo.

Holandês – Este Porquinho-da-índia é bicolor: uma cor sólida cobre todo o corpo, exceptuando uma banda branca sobre as costas e a barriga. O focinho também é escuro, mas é percorrido por uma faixa branca.

Ruão – Este padrão é composto por duas cores que se encontram uniformemente espalhadas por toda a pelagem. Perto de um pêlo escuro surge um de cor clara, e assim sucessivamente, lembrando sardas.

Agouti – Muitas vezes este padrão é confundido com o Ruão, pois o efeito é semelhante. Apesar de haver uma combinação de duas cores, é o próprio pêlo de contém as duas tonalidades.

Por ARCAdeNOÉ

 »Principais Doenças de Coelhos
 Em: 27/janeiro/2009  Visitas: 16.256   
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Doença Hemorrágica Viral

A Doença Hemorrágica Viral (DHV) é uma doença infecto-contagiosa que afeta Coelhos, causada por um calicivírus.

A DVH é altamente contagiosa, transmite-se quer por contato directo, quer indireto (através de objetos contaminados, roedores e insetos). Os objetos contaminados se não forem lavados e desinfectados podem ser uma fonte de contágio mesmo após a eliminação dos animais doentes.

Os animais afetados morrem muitas vezes sem apresentar quaisquer sinais clínicos, outras vezes apresentam sintomas neurológicos (incoordenação, excitação) e por vezes hemorragias pelo nariz ou outros orifícios naturais. Os sintomas manifestam-se cerca de 48 horas após a infecção.

A mortalidade pode variar entre os 50 e 100%. Os coelhos que sobrevivem à doença permanecem como portadores e podem continuar a excretar vírus durante aproximadamente um mês.

A prevenção da doença faz-se através da vacinação e controlo de insectos e objectos contaminados.

Mixomatose

A Mixomatose é uma doença infecto-contagiosa que afeta os Coelhos (leporídeos) e causada por um poxvírus denominado fibroma de Shope.

O vírus transmite-se por contato direto, mas principalmente através de vetores (como por exemplo, mosquitos ou pulgas). Os insetos que se alimentam de sangue, podem manter o vírus ativo durante meses e disseminar facilmente a doença.
Após a picada pelo inseto contaminado, os sintomas podem aparecer entre cinco dias a uma semana. Os sinais típicos são edemas generalizados, principalmente em redor da cabeça (olhos e orelhas), disseminando-se rapidamente por todo o corpo.

A doença é na maioria das vezes fatal. A morte pode ocorrer entre 48 horas a duas semanas após o aparecimento dos sinais clínicos.

A prevenção da doença faz-se através da vacinação e controle de insetos.

Por ARCAdeNOÉ

 »Exercício e os Coelhos
 Em: 27/janeiro/2009  Visitas: 6.220   
(14 votos, média: 4.79 de 5)
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http://www.flickr.com/photos/hermancheung
O exercício é vital para a saúde do coelho. Frequentemente as pessoas descrevem os coelhos como sendo fáceis de manter porque “podem ser presos e não necessitam de muito espaço para se darem bem”. Esta ideia conduziu a que muitos coelhos estejam presos em espaços diminutos a maior parte de suas vidas, com a possibilidade real de desenvolver problemas físicos e de comportamento.

O antepassado do coelho doméstico foi o cuniculus europeu de Oryctolagus do coelho. O espaço territorial normal de um adulto desta espécie é aproximadamente 10 km mas pode ser mesmo maior se o alimento estiver escasso. Este é o excesso da área que o coelho vaguearia cada dia à procura de alimentação.

Os coelhos são projectados anatomicamente de forma a poder mover-se a grande velocidade para iludir predadores. Observe as patas traseiras poderosas construídas para pular. Assim, pegamos nesta raça feita para correr e percorrer grande áreas e colocamo-la em uma gaiola pequeníssima onde mal se pode mexer a maior parte do dia e esperamos que ela prospere.

Algumas pessoas diriam que são “felizes” na sua gaiola, porque o coelho europeu gasta a maior parte do dia quieto sem se mexer mas eles necessitam de exercitar todos os seus músculos, incluindo o coração coração, fortalecer os ossos, queimar a gordura e o que não pode ser feito quando confinada a um espaço pequeno. Além disso, os coelhos desenvolvem problemas de comportamento quando são confinados no espaço monótono de uma gaiola pequena.
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PROBLEMAS CAUSADOS PELA FALTA DO EXERCÍCIO

Obesidade pode ser causada por um número de factores, mas os dois os mais comuns são uma dieta demasiado elevada em calorias para a necessidade diária e uma falta do exercício, já referida anteriormente. Tal qual como nos seres humanos, se um coelho se sentar o dia inteiro e se mover apenas o bastante para as exigências diárias mínimas tais como comer, defecar e urinar, não está a queimar muitas calorias, nem vai construir o tecido do músculo.
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A obesidade sobrecarrega o sistema cardiovascular, pode prejudicar a auto-limpeza. A cura para a obesidade passa por manter o coelho com uma dieta saudável de alimentos frescos.
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Obviamente se o coelho não se puder exercitar, os músculos serão fracos. Isto pode conduzir a uma inabilidade em mover-se corretamente. O músculo mais importante é o coração. Se o músculo do coração for fraco, o coelho será incapaz de tolerar as situações de stress que ocorrem, como uma criança ou um cachorro curioso que persiga o coelho quando este se encontra fora da gaiola.
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Osteoporose - os animais, tal como os os seres humanos, que não fazem o exercício suficiente podem desenvolver a osteoporose . Sabe-se que nos seres humanos o melhor método natural para impedir a osteoporose é fazer exercícios regulares específicos. Os coelhos que são confinados continuamente a uma gaiola pequena podem exibir osteoporose dos ossos. Assim os ossos podem quebrar facilmente quando o coelho for segurado, pular de uma superfície elevada ou saltar rapidamente.

O exercício diário é vital à produção de ossos saudáveis.
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Funções gastrointestinal e urinária - um coelho que se sente o dia inteiro na gaiola com pouco exercício pode desenvolver hábitos anormais de eliminação das fezes e urina.
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Problemas de comportamento - Os coelhos continuamente presos podem exibir muitos comportamentos anormais incluindo o letargia, agressão, mastigação contínua das barras da gaiola (que conduzem às vezes a danos nos dentes), mastigar a pele de forma obsessiva. Os coelhos que exibem estes comportamentos melhoram frequentemente em um ambiente aberto. para nomear alguns.
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CONCLUSÃO

Se não tiver a possibilidade de ter um coelho com o espaço adequado será melhor não oconsiderar um para um animal de estimação. Será injusto para o animal e para o dono…

Por ARCAdeNOÉ

 »Coelhos e a Ingestão de Pêlos
 Em: 27/janeiro/2009  Visitas: 1.781   
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http://www.flickr.com/photos/keuynish
Quando o estômago do coelho se obstrui, por conta dos pelos que ingeriu ao lamber-se, o animal perde o apetite e termina por deixar de comer totalmente e ficar pouco ativo. O estômago se bloqueia pelas bolas de pêlo que, por não poderem ser digeridas, obstruem também o piloro do animal. Caso isso aconteça, o coelhinho deve ser levado num médico veterinário, pois bolas de pêlos podem levar o animal à morte.

Como evitar: é importantíssima uma dieta rica em fibras para o correto funcionamento do sistema digestivo do coelho. O feno deve ser dado diariamente e em quantidades abundantes. Deve-se pentear sua pele para retirar os pelos soltos. (oferecer abacaxi ou mamão 1 x por semana, para que os pêlos sejam eliminados).

Por Bárbara B. M. Brandão

 »Saiba mais sobre a urina dos coelhos
 Em: 27/janeiro/2009  Visitas: 4.791   
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A Urina do coelhos é a via de excrecão de cálcio e fósforo.
A cor normal da urina coelho é geralmente amarelo pálido , mas quando exposto à atmosfera, os compostos presentes na urina podem oxidar a um marrom escuro amarelo, alaranjado, vermelho, uniforme ou mais escuro. Isto não é incomum, e portanto não é necessariamente um sinal de um problema de saúde. O sangue no urina, a menos que seja uma hemorragia no útero ou um problema muito sério, não é prontamente visível a olho nú.
Para saber se é sangue, vc deve fazer um teste: coloque um papel branco debaixo da gaiola, e observe a urina fresca, se for sangue, o vermelho é forte e opaco desde o primeiro momento. Quando são pigmentos vegetais, a princípio é amarelo quase fluorescente, e em minutos por oxidacão, se transforma em laranja.

A consistência da urina pode ser de líquida a cremosa em funcão de:
-O tempo que ele esteve sem urinar.
-Excrecão de Cálcio pela urina.

Urina vermelha
Produzida por déficit de nutrientes na alimentacão, observá-lo regularmente e aumentar a quantidade de legumes e feno. Acidificar a água por algunsdias com vinagre de maçã, também é uma ótima opção!

Urina como maionese
Excesso de cálcio na alimentação.

Por Bárbara B. M. Brandão

 »Amando os animais
 Em: 26/janeiro/2009  Visitas: 965   
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http://www.flickr.com/photos/jenniferbuehrer
Houve um tempo na minha vida em que eu me preocupava apenas comigo mesma e com as coisas que me satisfizessem e aos meus desejos levianamente egoístas.

As elocubrações acerca da vida, da sua finalidade,da nossa destinação, Deus, animais etc, não me suscitavam interesse algum.

Eu apenas vivia, gozava tudo que eu achava bom na vida e ia seguindo o meu rumo.Mas, como todo fruto amadurece no seu tempo certo,eu também iniciei o meu processo de maturação, de dentro para fora.

E, como nada acontece por acaso, em uma certa época, há algum tempo atrás, uma pessoa muito querida a mim, conquistando-me com a sua ternura, ensinou-me a gostar de animais, particularmente de cães.Inicialmente foi uma cadelinha vira-lata,depois uma outra também com o mesmo pedegree… assim o tempo foi passando e cada vez mais fui me afeiçoando aos cães e despertando o meu interesse em saber qual a finalidade dos animais entre nós.Imaginava mil coisas…..

Entre elas eu me perguntava o porquê de tanta fidelidade e afeição que o cão sente pelo seu dono.Observem que o dono pode até maltratar o seu cão que ele retorna humildemente para os pés do mesmo em atitude de submissão e carinho.

Passei também a sentir dó ante o sofrimento do gado nos matadouros, sacrificados para satisfazerem a ganância de muitos e o apetite carnívoro e voraz do ser humano.

http://www.flickr.com/photos/petscommunity
Observemos a placidez, a doçura do gado no seu ambiente.
Eles passeiam, alimentam-se, deitam-se e dormem, na mais perfeita ternura do mundo.São completamente inofensivos; excetuando-se, é claro, a vaca logo após dar cria, que não permite de maneira alguma as pessoas se aproximarem do bezerro.Instinto maternal aguçadíssimo , de cuidado e zelo; bem mais do que em muitas mulheres.

Enfim, se observarmos a beleza que irradia da aura dos animais irracionais,concluímos que é bem mais pura do que a de muitos humanos.

Entre os irracionais não há crime premeditado para se auferir lucros e dividendos; apenas seguem o ciclo da cadeia alimentar natural.Não há perversidade,maldade, mas amplas lições de intenso amor entre os mesmos.

Cadelas alimentando filhotes que não foram gerados em si mesma,onças convivendo com humanos na mais perfeita paz, se ensinadas para este tipo de vida;amor gerando amor neste segmento de seres,fato que nos deixa boquiabertos.

Se eles nos transmitem tão amplas lições de amor, porque não as aprendemos para colocá-las em prática com o nosso semelhante e com eles também? Amemos os animais sem receios. Nós, humanos, estamos para os animais como Deus está para nós; eles confiam em nós e esperam que ajamos para com eles respeitando a sua dignidade de ser vivo, também criado por Deus.

Claro que não vamos sair por aí abraçando girafas, colocando a nossa cabeça dentro da boca dos leões nem oferecendo a nossa mão às corais.Mas,se passarmos a olhá-los com carinho, irradiando na direção deles energias de amor, paz e ternura, eles por certo irão se sentir felizes.

Amemos os animais, nada nos custa. Amar é tão simples e tão bom!

Ame os animais e ao teu próximo também…Muita paz! Bjs

Por Sônia Maria Cidreira de Farias

 »Gatos, tenho quase trinta
 Em: 26/janeiro/2009  Visitas: 1.316   
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Crio  gatos. Alguns gatos.
Cada um tem sua característica e tom de voz e reconheço-lhes o miado a qualquer hora e até o que querem ‘dizer’ com ele.
Cada um tem seu nome e atendem por ele,  exatamente como um cão.
Moro num lugar onde é possível ter inúmeros  deles e vivem felizes num espaço com árvores e pedras pra suas eternas peraltices.
Mas há os que vivem só dentro de casa, caso de Dindi, que  tem dificuldade pra andar. Ou Edelweiss, que é completamente surda e salta ao primeiro toque de algum dos felinos que chega pra lhe fazer carinho.
Há o Tairin, que achei bebezinho numa noite chuvosa. É estrábico e tem medo de qualquer ruído mais forte.
Já Ludovico, preto e enorme, se julga o rei do grupo, tanto que quando  se alimenta, fica uma plateia resignada ao seu redor, a espera que se sacie pra depois chegarem na bandeja de ração.
Esse é famoso - e desconfio que sabe disso - foi  título de um livro que fiz sobre todos os animais que já tive e sua convivência com nossa família. ” O gato Ludovico”.  Edição esgotada.
E há o piano, que as vezes esqueço aberto à noite, e como eles tem acesso livre à casa, é uma sinfonia o que aprontam caminhando sobre as teclas, e mal um desce outro sobe eternamente encantados com os sons que conseguem criar!
E alguém levanta da cama pra fechar o piano? claro que não! adoramos ouvir a sinfonia noturna e o que acontece é rirmos muito! só melhora quando é uma “Tocata a oito ou mais patas!”  Só ouvindo pra crer!
Bem, estou contando isso porque neste instante, ao meu lado,  e como sempre, estão me divertindo.
São três filhotinhos, que ganhei da veterinária, quando levei uma gata pra castrar pra não ter mais filhotes, (olha o absurdo da situação! ) estão sobre a impressora.
Bem, estou tentando imprimir alguns textos enquanto eles estão atentos a todos os movimentos,  ruídos e luzes deste “estranho ser”!
Se contorcem pra espiar dentro, por onde sai o papel e, claro, tentam ‘ajudar’ a impressora, puxando as folhas com unhas e dentes! Se intefiro? Lógico que não!
O que acontece nestas ocasiões é chamar todos da casa pra assistir a mais um ‘espetáculo’!
São o show da nossa vida! uma pureza, alegria e encanto sem igual! Já perceberam que TV aqui em casa é artigo secundário, não? Pois é!
Penso que os gatos foram deixados aqui no planeta para nos divertir com suas brincadeiras e nos ensinar a ser carinhosos, compreensivos e pacientes.
Só quem tem gatos compreende do que estou falando!
Então, se você não tem, adote um logo! um não, dois!  eles brincam entre si o tempo todo, deixando a casa e a vida muito mais alegres ! Mas há que cuidar bem deles!
Foi assim que, de dois em dois, tenho quase trinta!
E, creia, são trinta motivos pra rir o dia inteiro!

Por Elischa

 »Floco, o cãozinho fujão
 Em: 26/janeiro/2009  Visitas: 1.125   
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Floco é um cãozinho. Assemelha-se a outros em raça e tamanho: é marronzinho, tem pêlo fofinho e é muito esperto.
O divertimento favorito de Floco é correr atrás de seu dono, ou de uma bola de meia.
Quando passa um carro, ele late e vai atrás.
Floco tem uma vida calma: come, bebe, brinca e dorme, é um boa-vida. Acorda Paulinho pela manhã, lambe seu rosto, como a lhe desejar um bom dia.
Quando seu amiguinho vai para a escola, inventa suas próprias brincadeiras. Parece mesmo ser um cachorrinho muito feliz.
Um dia, porém, Floco acordou desalentado e pensou com seus botões caninos: “como é sem graça a vida de cachorro!”.
Pelo estranho comportamento do bichinho, todos acharam que o cão realmente estivesse doente. Não tocou na ração, nem carne ele quis. Quieto num canto, olhava para seu dono e este não sabia mais o que fazer por seu querido amigo.
Um veterinário foi consultado: “há nada de errado clinicamente com o animal”, afirmou o doutor dos bichos.
Paulinho, um pouco mais aliviado, resolveu dar uma volta com Floco, numa tentativa de reanimá-lo.  Floco, porém, pensava com seus botões: “preciso ir à luta, mudar de vida.”

FLOCO VAI AO CIRCO

Chegou um circo na cidade. Toda a criançada de Novo Oriente saiu para as ruas. Era uma verdadeira folia:
- Hoje tem marmelada, tem sim, senhor!
À frente seguia a trapezista fazendo acrobacias, a contorcionista exibia seu corpo de elástico; uma cadelinha faceira virava cambalhota. O som ecoava e se
ouvia de longe:
- O palhaço o que é?
- É ladrão de mulher, todos respondiam.
Paulinho e seu cão acompanhavam a molecada. Floco animou-se um pouco.
Latia alto e dava pulinhos.
Nesse momento, Floco pensou; “que vida boa deve ser a de circo, todo mundo aplaude, como eu gostaria de ser um cachorrinho de circo”
A partir desse pensamento, o cão ficou mais pensativo que antes e começou a imaginar um modo de fugir com o circo.
Houve cinco espetáculos na cidade. Na segunda-feira, os empregados começaram a arriar a lona, retirar os suportes, os cones, as esteiras, os tapetes, só ficaram serragens no chão.
Floco, num ato de esperteza, escondeu-se atrás da roda de um caminhão enfeitado e colorido. O vento levantou a borda da lona que revestia a mudança, instante em que o cão resolveu subir. Pela rampa que ainda estava encostada ao veículo, Floco subiu e se escondeu dentro de um saco de plumas. A mudança partiu.
Chegando à cidade vizinha, no momento de descarregar, o serviçal encontrou Floco, mas não deu muita importância ao intruso.
O domador de feras e amestrador de animais, ao ver Floco, comentou:
- Parece que esse cachorro quer ser artista de circo, tudo bem, mas vai ter de pagar pela comida, ah… ah… ah…
O cão ouviu assustado as palavras daquele homem.
Naquele mesmo dia, à tardinha, o experiente empregado começou a treinar um
novo número com a cadelinha Laika, com a qual Floco já se deparara no dia do desfile.
O cãozinho lembrou que era ela quem dançava sobre rodas e dava saltos mortais, agora iria também atravessar um arco em chamas!
Quando Floco viu um chicote nas mãos daquele homem, temeu pela cadelinha e por si mesmo.
Vendo que o cão parecia espantado, o intrépido homem aproximou-se dele e ameaçou:
- Pula, cão danado, vamos ver se presta para alguma coisa, além de alegrar a casa da mamãe!
Floco encolheu–se ainda mais num canto, perto do baú das fantasias. Tremia
muito, dos pés à cabeça. Quanto mais encolhia, mais o sujeito gritava.
Quando o treinador viu que o cão não obedecia, resolveu iniciar as aulas na manhã seguinte.
Laica, por sua vez, olhava para o cão assustado com muita pena. Ela passara pela experiência dos treinos com maior facilidade, pois nascera no circo e já se habituara àquela vida.
Laica tentou se comunicar com o novo amigo através do olhar, porém, ele nada enxergava, seus olhos estavam turvos de tanto medo.
À noitinha, aconteceu o espetáculo de estréia.
“Casa cheia”, conferiu Floco, através de um rasgo na lona.
O palhaço Pimpolim fazia a molecada rolar de rir e gargalhar…
Laica se apresentou com um laçarote vermelho no pescoço, a multidão delirava com o novo número da pequenina.
Floco já sentia que não valia a pena continuar naquele lugar, não tinha nada a ver com seu sonho de ser feliz…
Quando Laica voltou ofegante após o número, esbarrou em Floco, pediu-lhe, então, desculpas através de um doce olhar. Nesse instante, ela o interpelou:
- Meu bom amigo, gostei de você nesse pouco tempo que partilhamos este espaço. Aqui não e lugar para um cãozinho feito você. Aplauso é bom, mas custa sacrifício demais. Eu nasci num picadeiro, você não!
Floco não tendo o que dizer, apenas agradeceu balançando a cauda e encostou o
focinho no dela, demonstrando todo o seu carinho.
Naquela mesma noite, resolveu partir.

FLOCO ENCONTRA A TURMA

Realmente, Floco conseguiu fugir. Surpreendeu o vigia distraído e “pernas para que te quero”, deu o fora.
Correu, correu, sem olhar para trás.
Depois de muito perambular, encontrou uma matilha. Eram quatro cães medonhos, dois maiores, de pêlos escuros e dois menores que pareciam ter sido brancos um dia, tão encardidos se achavam…
“Esta é a minha turma e este é o meu lugar, vou viver agora as aventuras que saí para procurar.”
Nesse instante, os animais se aproximaram do visitante, com suas caras de “poucos amigos”. Andaram em volta dele em círculos que pareciam intermináveis.
Floco já não tinha certeza se aqueles seriam mesmo os seus amigos, mas  entabulou uma conversa:
- Eu queria fazer parte dessa turma e viver grandes aventuras com vocês!
- Essa é boa, aventuras, você não consegue nos acompanhar, disse o canzarrão-
-líder.
- É um cãozinho de nada – interveio o outro, tem até laço de fita, parece cachorro de madame, ah.. .Ah…
Todos rosnaram a um só tempo, como se rissem da ingenuidade de Floco, mas,
mesmo assim, ele insistiu:
- Deixe-me tentar. Eu sou esperto e aprendo logo…
Apesar de nada terem respondido, Floco não desistiu e foi com o bando.
Não demorou muito a descobrir que se tratava de cães sem dono. Vadiavam
todo o tempo, sem ter onde comer ou dormir. Reviravam latas de lixo e agrediam pessoas.    Eram rebeldes, verdadeiros fora-da-lei.
Floco andava com muita dificuldade e sem rumo, até que, à frente do bando, surgiram dois enormes cães que os agrediram. Brigaram muito e se ameaçaram. Sendo Floco o mais frágil, saiu bastante machucado da confusão. Entendeu que se não entrasse na briga, seria eliminado do grupo como um covarde.
O cãozinho caído no chão olhava os companheiros seguirem estrada, afora sem, ao menos, se voltar.

FLOCO DORME NA MATA

Após algumas horas, Floco conseguiu se aprumar. Arrastando de uma pata, chegou numa clareira. Resolveu dormir ali mesmo.
Quando a noite desceu, sentiu muito medo. Escutou o piar da coruja e uivos de lobos selvagens. Teve receio de ser atacado por uma fera.  De repente, porém, renovaram-se as suas esperanças. Estrelinhas brilharam, a lua saiu detrás das nuvens e iluminou a estrada.
Depois de caminhar um bom pedaço, avistou uma pequena casa. Aproximou-se. No fundo dela havia um forno de barro, desses de assar biscoitos. As paredes ainda estavam aquecidas. Entrou nele. Sentiu uma sensação de alívio.
A deliciosa sensação durou pouco. Levou o maior susto quando foi bicado por uma galinha que dormia ali. Saiu de lá correu até que encontrou um balaio, forrado de capim e pano velho, parecia um ninho abandonado. Ali passou a noite.
Pela manhã, ao sair dali, ficou surpreso ao ver um enorme cão deitado ao sol. Aproximou-se apreensivo. O enorme animal levantou a cabeça e se dirigiu ao recém-chegado:
- Chegue mais perto, meu amigo, não tenha medo, eu sou de paz.
Com flagrante dificuldade, o velho cão continuou a falar, no momento em que
Floco se aproximava e olhava fixamente para ele:
- Sabe, eu sou um cão decrépito, Isto é, estou muito velho. Já realizei um prestimoso serviço, ao longo dos anos, para meus donos e senhores; hoje, me dão banho, alisam meus pêlos e me oferecem boa comida e muito descanso. Mas não os sirvo mais.
Floco interrompeu:
- Eu é que para nada sirvo. Sou pequenino e não tenho aptidão para coisa alguma…
- Você se engana, todos nós nascemos com talento, com alguns dons, com o tempo você descobre, é muito novinho…, mas, me diga, você tem um dono, não tem?
- Tinha. Mas não sei se ainda me quer. Fui tão ingrato, fugi em busca de aventuras…
- Mas viver é uma grande aventura – interveio o novo amigo – você não precisava andar tanto!
- Você tem mesmo razão, andei muitas milhas, nem sei como voltar.
- Olha, interveio o enorme cão, siga o caminho que lhe indica o coração. É o
mais seguro. Aprendi muito aqui neste terreiro. Fui fiel e guardei meus donos, também sua propriedade.  Hoje não trabalho, mas tenho amor como paga. E você também amadureceu com as experiências pelas quais você passou. Já não é mais o mesmo…
- Tudo que me diz é muito bonito, sinto até desejo de morar aqui com você, o que acha?
- Não, não poderia. Você não é cão de guarda. Quando não me encontrar mais
Aqui, meus amos me substituirão por outro que seja enorme e bravo, como eu.
- Você está certo, adeus meu bom amigo e obrigado pelos conselhos!
- Adeus e obrigado pela visita…

O RETORNO DE FLOCO

Floco seguiu a orientação do amigo. Vagou por dois dias, comeu o que encontrou, tomou banho de rio. Mas, ainda assim, continuou encardido e maltratado e muito solitário. Carrapichos grudaram nos seus pêlos e os carrapatos fizeram coçar sua pele, antes tão alva!
Tomou a estrada e andou até chegar a um posto de gasolina. Lá deparou com um caminhão carregado de verduras.  Reconheceu o motorista, que era quem entregava mercadorias no mercadinho do pai de Paulinho.
Floco percebeu que o motorista se distraíra ao examinar os pneus e…  zás! pulou para dentro da boléia.
O motorista, ao perceber o cão, tocou seu pêlo, não tão macio como antes, e percebeu  o laço de fita desfiado e sujo, pois se desgastara nas andanças. O  homem travou a porta com uma das mãos e com a outra abriu o porta luvas do veículo e retirou uma página de jornal. Estava certo, era mesmo o cãozinho do anúncio. Recebera da família de Paulinho aquele recorte. Sabia que o menino adoecera e todos se entristeceram por causa do menino.
O bom homem seguiu viagem, levando o cão.
Chegando ao destino, ou seja, na casa do menino, conforme endereço subscrito, Floco percebeu que chegara e, mal a porta do caminhão se abriu, pulou e correu até a porta de sua antiga morada, latindo sem parar.
Quando a mãe de Paulinho atendeu, Floco entrou na casa feito um foguete, saltando feito louco.
Paulinho dormia, quando, de repente, foi despertado com as lambidas de Floco. A alegria tomou conta de todos.
O caminhoneiro seguiu viagem feliz, por ter-se sentido útil ao praticar aquela boa ação.
Floco, após alguns banhos e uma boa tosa, voltou à vida normal, sem grandes aventuras, mas ciente de viver uma felicidade jamais imaginada na sua vidinha de cão.

Por Dora Tavares

 »Cães de Companhia
 Em: 26/janeiro/2009  Visitas: 1.427   
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Esta é uma crônica para ser lida por quem gosta de cães, portanto se não é este o seu caso não perca seu tempo porque você não vai achar graça nenhuma. Aliás costumo dizer aos amigos quando conversamos sobre o assunto que, na minha concepção, só somos compreendidos em três contextos específicos: por quem tem cães; por quem não os tem mas gosta deles e por nossos analistas porque estes, ah estes têm que fazer bom uso das informações que chegam através de vivências típicas de quem tem animais de estimação.
Tenho dois cães de companhia. Ops! Duas cadelas, a Shine e a Carol. Na ordem cronológica do surgimento das duas em minha vida a Carol e a Shine. Duas bichon-frisé, cadelas de pequeno-porte, brancas e peludas que todo mundo acha que são poodles, mas elas não se ofendem. Aí eu explico, ‘olha bichon não corta o rabo e poodle corta, tem uma diferença no focinho mas esta é mais sutil, só para entendidos mesmos…’.
Eu sempre pensei que cães de companhia eram para fazer companhia pra gente mas, desde que a Shine apareceu, nasceu melhor dizendo porque cães não são filhos de chocadeira que nem pintinhos. Às vezes podemos não conhecer as suas origens como no caso dos simpáticos vira-latas mas houve um casal empenhado na continuidade da espécie.
A Shine é filha da Carol. Eu acompanhei a gravidez, levei-a ao pré-natal canino durante as quatro semanas finais, acompanhei o parto e o desmame. No parto, quando a Carol já tinha parido dois machinhos e eu não tinha mais esperanças de uma fêmea, ela estava descansando a cabeça no meu braço e, de repente, se voltou para trás e trouxe entre os dentes, para o alto, como que me mostrando um pequeno pacotinho. Começou a fazer todo o trabalho que é próprio da fêmea que pari e quando já tinha cortado o cordão umbilical, pude perceber que era uma fêmea. Uma amiga minha me disse, enquanto ouvia esta história que ela me ofereceu a filhote. Quando a Shine já conseguia sair da caixa, passou a me seguir pela casa inteira. Eu tinha que tomar muito cuidado para não pisá-la porque ela estava sempre muito junto aos meus pés. O pessoal lá de casa costuma dizer que ela é minha sombra.
Nos dias em que os filhotinhos ficaram junto à mãe, eu deixava a tal da caixa junto a minha cama. Durante a noite eu verificava diversas vezes se a Carol não estava dormindo em cima dela com medo que a sufocasse de tão pequena e dorminhoca que era. Quando ia chegando o amanhecer, eu acordava muito cedo e pegava os filhotinhos e os levava até minha cama para curti-los algumas horas antes de ir para o trabalho. Às vezes acontecia de eu adormecer e os filhotinhos idem, entre as cobertas. Eu acordava assustada, com medo que eles tivessem caído. Levantava as cobertas e lá estavam eles adormecidos entre o meu corpo e a beirada da cama. Sei que até hoje, quando está chegando àquele final da madrugada, a Shine senta-se aos meus pés e fica me olhando fixamente. Acordo com aquele olhar a me solicitar algo e me posiciono com o corpo dobrado naquela velha posição e ela se acomoda entre o meu corpo e a beirada da cama. Acho que foi um momento que ficou registrado em sua memória e que nós duas podemos relembrar, quase que diariamente.
Mas como eu ia dizendo, desde que a Shine nasceu, eu sou a companhia dela e se a situação não está como ela gosta, ela chora manhosa. Ela sabe que eu gosto muito de ler o jornal de domingo na mesa do café da manhã. Por ela tudo bem, ela não se importa mas, como eu demoro, ela começa a reclamar. Eu posso continuar a ler desde que lhe dê colo e a permita dormir com o focinho apoiado no meu braço, o direito geralmente é qual ela escolhe, sabem como é posição em que foi gerada… Quando ela chora porque eu estou demorando na leitura do jornal, eu entendo que ela quer ir dormir na cama dela mas nada de ficar só, que eu também vá e fique lendo na minha poltrona.
Para quem está querendo comprar um cão eu sugiro que não compre cães de pelos brancos. Estes cães têm pele rosada e sensível a tudo, todo tipo de agressão externa como poeira e interna advinda da alimentação seja ela ração, os amados biscoitos ou aqueles ‘tiquinhos’ de tudo que costumamos dar, erroneamente, a eles.
A Shine e a Carol têm muita coceira nas costas e não é o caso de pulgas como o Gatinho do Ferreira Gular. São agentes alergênicos provenientes de diversas origens, como diz a Célia, nossa amada médica veterinária. Muitas horas de insônia, minha, são gastas coçando as costas dela. O quadro se compõe assim: eu seguro com a minha mão direita o livro que estou lendo e com a mão esquerda acaricio as costas da minha pet. Para vocês que estão horrorizados com a situação de cachorro na cama de gente digo que isto não é só para cenas de filmes como o delicioso “Procura-se um amor que goste de cachorro” – título original “Must love dogs”, ou o “Cidade dos Anjos”. É a vida imitando a arte. Então eu coço, coço e ela dorme. Aí eu aproveito para ler um tiquinho mais e quando o meu sono retorna, fecho o livro, o coloco na mesinha de cabeceira, apago a luz e me ajeito para dormir e… ela recomeça com a coceira.
A marca da Shine é que ela te olha de canto de olho. Isto todo mundo percebe. Acho que, talvez por defesa, ela não quer demonstrar a importância que as pessoas têm para ela, porque têm muita. Quando o interfone toca, geralmente mas nem sempre, está anunciando que alguém está subindo. Ela fica chorando ansiosa, com grande expectativa, olhando para a porta principal, pensando: ‘Oba! Quem será? Sobe logo!’ e há uma diferença entre quem sobe para nos visitar e quem simplesmente saiu do elevador para, por algum motivo, ir aos apartamentos vizinhos. Estes que passem bem longe da minha porta porque serão rechaçados por latidos que colocam cada um no seu lugar.
Aliás, nos visitar é força de expressão. Todos são os seus amigos e vão lá para visitá-la. Mas não pensem que por causa disso ela permitirá que sentem ao seu lado no seu sofá, sim o sofá é dela e, por pura gentileza ela permite que sentem nele. Ela só se senta ao meu lado, grudada na minha perna, geralmente na esquerda, sabem acho que é o jeito que ela foi gerada… Assim, nesta posição, é que assistimos a filmes, ouvimos música enquanto leio e quando eu estou trabalhando, escrevendo no computador, ela fica me esperando no seu sofá, em cima das almofadas empilhadas porque ficar no chão não dá, aí eu estou querendo muito. E estou querendo muito também se ultrapasso o número de horas que ela resolveu me conceder para ficar longe dela. Se estou demorando muito ela me lembra sutilmente que paciência tem limite e quando eu abuso da dela a magoou sensivelmente.
Bem, vocês já perceberam que a Shine é a minha preferida e eu que não me engane, ela não é minha, eu é que sou dela. Qualquer dia eu conto como a Carol se enrosca nos fios do computador. A Carol é hilária mas agora eu tenho que ir porque a paciência da Shine está esgotando.

Obs.: Quando se tem uma cria há sempre muitos momentos para se contar. Dentre tantos excluídos me lembrei de alguns que merecem o registro. É por essa razão que fiz uma reedição desta crônica.

Por Rosana de Almeida

 »Cachorros Modernos
 Em: 26/janeiro/2009  Visitas: 1.163   
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Que nos perdoem todos os José Carlos ou outros seres da raça humana cujo apelido venha a ser Zeca, mas esse foi o nome que minha filha escolheu para seu cãozinho, muito antes dele nascer. Ela seria a dona, ela possuía a prioridade na escolha do nome. E seu espirituoso pai colocou o adendo que o caracterizou como um vivente do século XXI: Zeca Ponto Cão.

Ele vem a ser um cãozinho padrão - marrom e branco, magro, pequeno e de orelhas caídas, extremamente agitado e inquieto. Um vira-latas, raça (ou falta dela) que definitivamente não combina com um cachorro moderno, já que há tempos não existem mais latas de lixo para serem viradas. Os SRD – Sem Raça Definida, bela nomenclatura para os cães sem pedigree -, no máximo, furariam sacos plásticos. E essa, definitivamente, não é uma especialidade de nosso cãozinho, já que vive exclusivamente dentro de nossos portões.

Zeca Ponto Cão alterna as modernidades de um “pet” aos condicionamentos que todo animal, com raça ou sem ela, traz consigo impressos nas células há séculos. A começar pela sua alimentação: aquela ração que, me perdoem os publicitários que tentam fazê-la parecer o manjar dos Deuses caninos, para mim é algo inssosso e fétido. Duvido muito que algum cachorro se lance salivando a ela, como faria a um belo naco de carne. E duvido mais ainda que os cães identifiquem naqueles pequenos pedaços de matéria seca os ossinhos, bifinhos, coxinhas de frango ou costelinhas assadas que seus formatos e cores pretendem significar. Mas, de qualquer forma, é isso que Zeca Ponto Cão consome. Contudo, apesar da embalagem com lindas fotos de seus companheiros de espécie (evidentemente, de outro nível social, pois que de raça) e das mensagens de incentivo nela impressas (“Seu cão merece HappyDog”, “Eles fazem qualquer coisa por PetLove”, “CrunchMeal - Hum, que delícia!”), Zeca não se empolga muito com nenhuma ração.

Os seus petiscos também são modernos. Por exemplo, aquele osso, que nada mais é que uma fita de couro bovino enrolada naquele formato tradicional de osso, como uma tíbia ou um fêmur, e que se desmancha em contato com a saliva do animal. Porém Zeca é, no fundo, um cão antiquado: assim que ganha o petisco, sai correndo para enterrá-lo, imaginando que deva guardá-lo para quando o alimento faltar - mal sabendo ele que poderá ter outro igual assim que acabar o primeiro, como prêmio pelo seu bom comportamento ou por uma gracinha qualquer.

Esse também é um dos anacronismos de Zeca: ter um quintal, um local onde enterrar seus ossos. Os cães do século XXI vivem em grande parte dentro de apartamentos, e devem se sentir ansiosos por não possuírem sua própria reserva de comida. As cerâmicas, até onde eu sei, são resistentes às unhas dos cães, sistematicamente aparadas em pet shops. A mesma resistência possuem o carpete e o assoalho de madeira. Por mais que cavem, os pobres cães não conseguem um local seguro para estocar seus ossos até a época de vacas magras. Só lhes resta, assim, escondê-los debaixo de máquinas de lavar roupa ou entre almofadas de sofá.

Contudo, Zeca, alternando entre um “pet” moderno que se alimenta de ração e vai ao veterinário regularmente, e um cachorro sem raça dotado de todas as características hereditárias de seus antepassados (e que vive no quintal como os cães da minha infância), tem muito mais do que eventuais pulgas: ele tem nosso amor incondicional. Admiramos sua capacidade de correr atrás do próprio rabo. Conhecemos as nuances de seu latido, desde o grave denunciando que há algo ou alguém estranho por perto, até o irritantemente agudo indicando que ele apenas quer entrar em casa, o território proibido e por isso mesmo mais cobiçado. Emocionamo-nos com suas inclinações de cabeça, quando quer tentar nos compreender pelo tom de voz. Derretemo-nos quando entende nossos comandos, irritamo-nos quando não. Zeca Ponto Cão, filho de Xereta e Bolinha (olhem só, quem disse que ele não tem pedigree?), é um cão anacrônico dentro de sua modernidade, pois fazemos questão que ele seja apenas isso, um cão, e não um animal humanizado que usa perfumes, roupas e coleiras com pedrarias. Ele não toma refrigerante canino, nem come panetone no Natal. Zeca é um cão semi-moderno, que tem à sua disposição, no campo material, apenas aquilo que parece razoável: mais que ração, um ou outro petisco e eventualmente um shampoo cheirosinho, todas as outras modernidades parecem exagero de um universo consumista e fútil.

Em tempo:  as pulgas, neste século, são facilmente eliminadas por umas gotinhas milagrosas e caríssimas que são colocadas na nuca do cão. Algumas horas depois, ele está completamente livre delas. Esse, sim, é um avanço que vale a pena - ou melhor, o pelo!

Por Vany Grizante

http://recantodasletras.uol.com.br/

 »Cães PitBull e a responsabilidade da sociedade
 Em: 26/janeiro/2009  Visitas: 828   
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http://www.flickr.com/photos/coral
“Os cães pitbull têm sido vítimas de várias críticas, onde muitos inclusive defendem os extermínio da raça. Mas, é preciso algumas reflexões sérias a respeito do assunto. Primeiro que a raça foi criada pelo próprio ser humano, que deveria ser responsabilizado por este ato. Segundo, que muitas vezes pessoas sem condições nenhuma e sem espaço em suas residência e sem tempo para dedicarem aos cães, pegam essses animais apenas por capricho. Terceiro, que muitas pessoas treinam estes animais de forma indevida. Na verdade, é preciso disciplinar a criação deste raça de cães, para se evitar que estes sofram e que pessoas possam ser vítimas de atos impensados dos proprietários destes animais, que também devem ser responsabilizados, inclusive com a aplicação se for o caso de pena privativa de liberdade, após o regular processo”. Muda Brasil.

Paulo Tadeu Rodrigues Rosa em Recanto das Letras

 »Cães: Ter ou não ter?
 Em: 26/janeiro/2009  Visitas: 1.116   
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Eu não gostava de cães. Lembro-me que quando adolescente, eu quase enlouquecia com os cachorros da minha irmã. Mas, naquela época, eu não gostava de mim. Na verdade, não gostava de muita coisa.
Mas um dia, eu e meu marido nos mudamos do nosso ‘apertamento’ para uma casa com um pequeno jardim. E desejamos ter um cão. Mas ficamos vivendo o dilema de ter ou não ter por mais de um ano.
Até que um dia, passando por Itaipava num domingo a tarde, vimos um rapaz na beira da estrada segurando um filhote de Rotweiller. Ele (o cachorro) era lindo! Tinha cara de zangado, a cabeça maior que o corpo e o focinho curto, perfeito. Além disso tudo, tinha pedigree!
paramos o carro e ficamos conversando com o rapaz, olhando para o cãozinho (que nos ignorou completamente). Fomos tomar um café. Decidimos: se ele ainda estiver lá quando voltarmos, nós o levaremos para casa.
Isso foi há onze anos e três meses atrás. Aleph está conosco até hoje, sendo que há quatro anos ele ganhou uma companheira, a Latifa.
Ao contrário do que sempre nos disseram os ‘amigos’, fazendo comentários do tipo ‘ele vai mudar com o tempo’, ‘esse cachorro é assassino’, ou ‘parece o Max’ (do filme Max: fidelidade assassina), ele sempre foi doce, alegre e inteligente. Implacável na defesa de seu território, mas amável com as visitas, desde que elas estejam comigo. Nunca tivemos problemas com ele.
Na verdade, ele mudou as nossas vidas para melhor. Aleph faz coisas incríveis. Até me esqueço de que ele é cachorro. Outro dia, ele estava deitado na varanda, e eu o observava, deitada na rede, quando vi uma enorme formiga indo na direção dele. Num impulso, eu disse: “Aleph, olha a formiga!” Imediatamente, ele levantou a cabeça e olhou na direção da formiga, esmagando-a com uma patada. Como é que ele sabia o que é uma formiga?
Um dia, ele estava indócil: latia e choramingava, e eu não sabia o que ele tinha. Dei comida, troquei a água, arrumei os cobertores, acariciei seu pelo, e ele me olhando com aquela cara de trouxa, latindo e ganindo para mim. Esgotada a paciência, gritei: “O que você quer?” Ele foi até a porta da geladeira e se sentou, olhando para mim. Queria uma salsicha.
Uma vez, após uma ‘discussão doméstica’, meu marido estava muito chateado e foi para o quintal, para esfriar a cabeça. Aleph sempre foi muito ciumento com seus pertences , principalmente tratando-se de comida, deitando-se sobre eles quando meu marido se aproximava, ou então rosnando, embora jamais tenha atacado ninguém. Naquele dia, ele surpreendeu: acho que percebeu que meu marido estava chateado, e então pegou seu osso preferido - aqueles fedorentos, de couro de boi - e levou-o para meu marido, empurrando-o contra sua perna. Entendemos a mensagem: “olha, não chora não, eu te dou o meu osso.”
Eu recomendo: tenha um cachorro. Ele será seu melhor amigo, terapeuta, entretenimento, guardião, filho, ouvinte, irmão, enfim, um motivo a mais para se viver. Compensa toda as despesas, os ‘montes’ em cima do gramado, os buracos no quintal, as noites de insônia que você vai passar ao lado dele quando ele ficar doente, os latidos, a baba, o bolo de pelos que se forma toda as vezes que você varre a casa, mesmo que ele fique só do lado de fora.
Quem nunca teve um cachorro realmente não sabe o que está perdendo. Mas está perdendo muito!

Fonte Creative Commons: anabailune no Recanto das Letras

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