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Cada dia aumenta mais a
necessidade de transfusão sanguínea em cães por uma série de razões
dentre elas cirurgias, acidentes, doenças infecciosas que causam
anemias (principalmente Babesiose e Erliquiose que são as
enfermidades transmitidas pelo carrapato), tumores, dentre outras.
Porém, a demanda é maior que a
oferta, pois temos uma série de limitações em relação ao número
restrito de doadores semelhante ao que ocorre na Medicina Humana.
A Medicina Transfusinonal que
engloba a hemoterapia, ou seja, a terapia com componentes sanguíneos
é uma especialidade muito recente na veterinária porém praticada de
forma não criteriosa há muitos anos pois sempre houve a necessidade
de transfusão de sangue em várias circunstâncias clínicas.
A transfusão de sangue é
considerada a forma mais simples de um transplante sendo assim
requer muitos cuidados durante todo o seu processamento e
armazenamento afim de não piorar a condição clínica do paciente que
o necessita.
Nos últimos anos, se
intensificou os estudos nesta área afim de disponibilizar os
componentes sanguíneos de uma forma mais adequada através da
implantação de bancos de sangue com controle de qualidade semelhante
ao dos seres humanos, ou seja, com uma estocagem adequada,
minimizando a transmissão de doenças infecciosas e reações adversas
durante a transfusão sanguínea.
SELEÇÃO DOS DOADORES
Assim como na Medicina, a
doação de sangue é um procedimento seguro, isento de riscos desde
que sejam obedecidos alguns critérios.
Os cães devem ser adultos
saudáveis com idade de 1 a 8 anos, peso mínimo de 27 kg, dóceis, com
vacinação e vermifugação atualizadas, controlados para pulgas e
carrapatos.
Antes da doação, realiza-se uma
série de exames laboratoriais incluindo:
·
Hemograma: caracterizado
por um perfil sanguíneo geral para detecção de anemias e infecções
muitas delas sem sintomas.
·
Erliquiose (Ehrlichia
canis): doença transmitida pelo carrapato em que o cão pode
permanecer sem sintomas até 5 anos. As manifestações clínicas mais
comuns são: falta de apetite, apatia, fraqueza causada pela anemia,
sangramento pelo corpo ocasionado pela diminuição de plaquetas e
febre.
·
Dirofilariose (Dirofilaria
immitis): verme que se instala no coração do cachorro.
Geralmente, evolui para uma cardiopatia após alguns anos com
manifestações clínicas de tosse, dificuldade para respirar e cansaço
fácil.
·
Doença de Lyme (Borrelia
burgdorferi): doença transmitida pelo carrapato caracterizada
por inflamação das articulações (artrite) e febre.
·
Brucelose (Brucella
canis): enfermidade transmitida principalmente pelo
acasalamento. O cão pode não apresentar sintomas ou manifestar
alterações como abortos, febre e inflamação dos testículos e discos
da coluna vertebral.
·
Leishmaniose (Leishmania
sp): doença infecciosa transmitida por um mosquito (gênero
Lutzomyia) sendo o cão portador da doença tornando-se fonte de
infecção para outras espécies. Pode permanecer sem sintomas ou
apresentar as seguintes alterações clínicas: emagrecimento
progressivo, descamação excessiva da pele, crescimento exagerado das
unhas, úlceras, diminuição do apetite, órgãos como baço e fígado
aumentados de tamanho.
Com exceção da Erliquiose,
todas as doenças citadas acima são consideradas zoonoses, ou seja,
são enfermidades transmitidas do animal para o homem.
Estarão aptos à
doação os animais que não forem constatados nenhuma alteração
laboratorial. Desse modo, o dono terá um acompanhamento físico e
laboratorial periódico de seu cão e caso haja a detecção de alguma
anormalidade poderá ser instituído o tratamento de forma precoce
antes mesmo das manifestações clínicas que contribuem para a
debilidade do seu estado geral comprometendo uma recuperação mais
rápida.
A coleta é realizada, após
desinfecção local, pela punção da veia cefálica (veia do membro
dianteiro) ou pela jugular (veia do pescoço). O tempo de coleta gira
em torno de 5 a 15 minutos dependendo da veia de acesso sendo mais
rápida no caso da jugular. Raramente realiza-se a sedação procurando
deixar o animal na posição mais confortável possível.
PERGUNTAS FREQUENTES
-
Cães e gatos têm tipos
sanguíneos?
Sim.
Os cães apresentam em torno de 13 tipos sanguíneos que são
classificados em 1.1, 1.2, 3, 4, 5, 6, 7 e assim por diante. Dentre
estes, os mais importantes são os tipos 1.1, 1.2 e 7. Os gatos
apresentam 3 tipos sanguíneos que são, de certa forma, semelhantes
com a classificação dos seres humanos: A, B e AB.
-
Cães podem doar sangue para
gatos e vice versa?
De
forma alguma. Conforme explicado na resposta anterior os tipos
sanguíneos entre as duas espécies são bastante distintos. Desta
forma, a realização da transfusão nestas circunstâncias pode levar a
uma reação transfusional fatal levando o animal à morte ou não
atingir o efeito desejado pois o organismo irá destruir todas as
células transfundidas. A transfusão sanguínea sempre deve ser
realizada entre animais da mesma espécie, ou seja, de cães para cães
e gatos para gatos.
3.
Qual o volume de sangue
que um cão pode doar?
Um cão pode doar 20 mL de
sangue por kg sem que haja qualquer comprometimento de seu
organismo. Por exemplo, um cão de 30 kg pode doar 600 mL de sangue
entretanto a quantidade de sangue que geralmente o animal doa é
inferior a esta correspondendo a aproximadamente 450 mL, ou seja,
150 mL de sangue a menos em relação à quantidade que ele poderia
doar. Isso faz com que o procedimento seja mais seguro ainda para o
doador.
-
O cão pode passar mal após
a doação de sangue?
É extremamente raro um cão
passar mal após a doação de sangue desde que sejam obedecidos os
critérios citados acima. Além disso, os exames no doador são
realizados previamente para certificação de que este cão realmente
está apto a doar sangue.
-
Quais os cuidados que devem
ser tomados para este tipo de processo?
Os
cuidados são inúmeros que vão desde a escolha e coleta do sangue do
doador até a realização da transfusão no paciente que está
necessitando pois o sangue é um meio rico que propicia, com
facilidade, a instalação de bactérias. Primeiro realiza-se uma
seleção rigorosa dos doadores através de exame físico e
laboratorial. Posteriormente, realiza-se a coleta do sangue em
bolsas iguais a de seres humanos com adequada desinfecção do local
em que será realizada a punção da veia. Depois disso, a bolsa de
sangue é encaminhada para processamento separando os seus
componentes que são armazenados de forma adequada até a necessidade
de utilização.
Antes da transfusão realiza-se um teste para verificar se o sangue
do doador é compatível com o do animal que irá recebê-lo. Durante
todo o procedimento, que tem duração de aproximadamente 3 a 4 horas,
este paciente é monitorado pois há chance de ocorrência de reações
transfusionais que necessitam de intervenção terapêutica o mais
rápido possível a fim de não comprometer ainda mais o seu estado
geral.
-
Se um dia meu cão
necessitar de uma transfusão, é fácil conseguir sangue?
Infelizmente não. Assim como em seres humanos, o número de cães que
necessitam de transfusão é muito superior aos estoques de bolsas de
sangue disponíveis. Os bancos de sangue veterinários surgiram para
amenizar este problema e facilitar o atendimento veterinário diante
de casos emergenciais, porém a limitação ainda está no número de
doadores que é muito reduzido diferente de outros países em que a
doação voluntária já faz parte da cultura.
SEU CÃO PODE SE TORNAR UM
DOADOR E SALVAR VIDAS... NÃO EXISTE OUTRA FORMA DE OBTENÇÃO DESTE
ELEMENTO ESSENCIAL E DECISIVO EM MUITAS SITUAÇÕES EMERGENCIAIS
Se
você tiver interesse que seu animal seja doador se sangue, entre em
contato para maiores informações:
Hemovet – laboratório e centro
de hemoterapia veterinária
F.
(11) 6918-8050
www.hemovet.com.br
hemovet@hemovet.com.br
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