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Texto: Paula Eduarda (Duda)
Trochiliformes
é uma ordem de aves que inclui apenas a família Trochilidae e
respectivos 108 gêneros, onde se classificam as 322 espécies
conhecidas de beija-flor ou colibri.
No Brasil, alguns gêneros recebem outros nomes, como
os rabos-brancos do gênero phaethornis, ou os bicos-retos, do gênero
heliomaster. No antigo sistema classificativo, a família Trochilidae
integrava a ordem apodiformes, juntamente com os andorinhões.
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BEIJA-FLOR-DE-GARGANTA-VERDE (Amazilia fimbriata)
Foto de:
DarioSanches |
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Entre as características distintivas do grupo
contam-se o bico alongado, a alimentação à base de néctar, 8 pares
de costelas, 14 a 15 vértebras cervicais, plumagem iridescente e uma
língua extensível e bifurcada.
O grupo é originário das Américas e ocorre desde o
Alasca a Norte à Terra do Fogo, no extremo Sul do continente, numa
grande variedade de habitats. A maioria das espécies é tropical a
subtropical e vive entre as latitude 10ºN e 25ºS. A maior
biodiversidade do grupo encontra-se no Brasil e Equador que contam
cerca de metade das espécies conhecidas de beija-flor. Os
troquilídeos estão ausentes do Velho Mundo, onde o seu nicho
ecológico é preenchido pela família Nectariniidae.
Características Fisicas.
Os beija-flores são aves de pequeno porte, que medem
em média 6 a 12 cm de comprimento e pesam 2 a 6 gramas. O bico é
normalmente longo, mas o formato preciso varia bastante com a
espécie e está adaptado ao formato da flor que constitui a base da
alimentação de cada tipo de beija-flor. Uma característica comum é a
língua bifurcada e extensível, usada para extrair o néctar das
flores.
O esqueleto e constituição muscular dos beija-flores
estão adaptados de forma a permitir um vôo rápido e extremamente
ágil. São as únicas aves capazes de voar em marcha-ré e de
permanecer imóveis no ar. O batimento das asas é muito rápido e as
espécies menores podem bater as asas 70 a 80 vezes por segundo. Em
contraste, as patas dos beija-flores são pequenas demais para a ave
caminhar sobre o solo. As fêmeas são em geral maiores que os machos,
mas apresentam coloração menos intensa.Vivem em média 12 anos e seu
tempo de gestação é de 13 á 15 dias.
Reprodução e comportamento
Tal como a maioria das aves, o sentido do olfato não
está muito desenvolvido nos beija-flores; a visão, no entanto, é
muito apurada. Para além de poderem identificar cores, os
beija-flores são dos poucos vertebrados capazes de detectar cores no
espectro ultravioleta.
A alimentação dos beija-flores é baseada em néctar
(cerca de 90%) e artrópodes, em particular moscas, aranhas e
formigas. Os beija-flores são poligâmicos.
Atração de beija-flores
Aproveitando
a grande necessidade que os beija-flores têm de um alimento
energético de rápida utilização, como o néctar, que contém
carbohidratos em concentração variável em torno de 15 a 25%, é
possível atraí-los para fontes artificiais de soluções açucaradas,
os chamados "bebedouros" para beija-flores. Trata-se de recipientes
com corolas artificiais onde é colocada uma solução açucarada cuja
concentração recomendada é de 20%. Uma crença, que tudo indica foi
iniciada a partir de uma publicação de autoria do naturalista
Augusto Ruschi, diz que o uso desses bebedouros pode ocasionar
doenças nessas aves, podendo até matá-las. Porém não há, na
literatura ornitológica, nenhum trabalho científico comprovando
isto. Essa crença tornou-se extremamente difundida na população.A
doença à qual Ruschi se referiu seria a candidíase, infecção
oportunista causada pelo fungo Candida Albicans, que acometeria a
boca dos beija-flores. É possível que esse autor tenha de fato
observado essa doença em seus beija-flores, mantidos em viveiros,
pelo fato de se encontrarem imuno-deprimidos pelas próprias
condições do cativeiro. De qualquer forma, é aconselhável que todos
que forem se utilizar desse artifício para atração de beija-flores
para seus jardins, sacadas, etc, que procedam à limpeza diária dos
bebedouros e troca da solução açucarada preparada sempre com açúcar
comum, evitando utilizar mel, açúcar mascavo e outros preparados,
com maior facilidade de fermentação.
Preservar a Espécie
Duas espécies de beija-flor extinguiram-se no passado
recente: esmeralda-de-Brace (Chlorostilbon bracei) e
esmeralda-de-Gould (Chlorostilbon elegans). Das 322 espécies
conhecidas, a IUCN lista 9 como em perigo crítico em extinção, 11
como em perigo e outras 9 como vulneráveis. As maiores
ameaças à preservação do grupo são a destruição, degradação e
fragmentação de habitats.
Fonte: Wikipedia -
http://pt.wikipedia.org/wiki/Beija-flor |